domingo, 25 de maio de 2014

Alimentos Transgênicos

O que são


Todo organismo que, através de técnicas de engenharia genética, contém materiais genéticos de outros organismos é denominado transgênico.
Transgênese é o processo de introdução de um gene exógeno - chamado de transgene - em um organismo vivo, de modo que esse organismo passe a expressar uma nova propriedade e transmita essa propriedade à sua descendência.  
Esta manipulação é levada a cabo pela engenharia genética com a sua enorme capacidade para criar espécies novas a partir da combinação de genes de espécies existentes, por tanto, combinando também as suas características. 

Como surgiu?

Primeiro foram criados os organismos geneticamente modificados. Quando chegou na década de 1970,ocorrem mudanças bruscas nesse contexto em relação aos organismos geneticamente modificados, foram criados os alimentos transgênicos, com o desenvolvimento da 
engenharia genética e o a descoberta da tecnologia do DNA recombinante foi possível ultrapassar a barreira das espécies.Essa tecnologia permite uma modificação direta do genoma de um ser vivo, seja pela introdução de um novo gene de origem externa, ou mesmo, a inativação de um gene ora existente. Uma vez realizado esse processo, o organismo modificado passará a produzir a substância de comando do novo gene recebido, o que possibilita de certa forma, mudanças na qualidade dos alimentos. Assim melhorando a resistência contra as pragas. 
Principal responsável pela produção e pesquisa de alimentos transgênicos no Brasil, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é uma usina de biotecnologia que desenvolve projetos em todos os Estados brasileiros. 

Qual a Finalidade?

 Têm o propósito de tornar maior a oferta, diminuir a fome, 

tornar os alimentos mais baratos, tornar a produção mais 

barata, melhorar geneticamente as plantas, obter boas 

colheitas, o melhoramento genéticos dos alimentos permite 

a resistência a pragas e doenças.


No Brasil, vêm-se testando genes para melhoramento do 

milho, principalmente para controle de insetos. O objetivo é 

reduzir as mitoxinas e fungos que atacam a plantação. 

Na tentativa de evitar a passagem de genes de organismos 

transgênicos para as bactérias existentes na natureza, 

procura-se desenvolver mecanismos que eliminem ou 

reduzam significamente a entrada destes genes 

modificados nos sistemas biológicos naturais. Além disso, 

pode ocorrer a liberação do material genético do organismo 

geneticamente modificado (OGM) para o ambiente, após a 

lise celular. Para evitar que isso ocorra tem-se estudado a 

utilização de nucleases, enzimas capazes de degradar 

diretamente o material genético. 

Outro fator a ser levado em conta é a falta de estudos em 

nutrição experimental com alimentos transgênicos a fim de 

averiguar ou descartar prováveis riscos à saúde dos 

consumidores.



Qual a Importância?

Em plantas e alimentos, trata-se de obter:

Resistência das colheitas aos herbicidas, insectos, doenças e seca;
Redução da fotorespiração em colheitas C3;
Fixação do azoto atmosférico por plantas de cultivo;
Tolerância aos solos salinos e às cheias;
Aumento do valor nutritivo das proteínas armazenadas;
Tolerância ao frio em colheitas tropicais e subtropicais;
Aumento do período de armazenamento de frutas e vegetais;;
Aumento da produtividade em plantas ornamentais e alimentares;
Lípidos para utilização nutricional e industrial;
Vacinas contra doenças do homem;
Fibras de algodão poliester;
Plásticos biodegradáveis;
Lubrificantes industriais;
Componentes de sabões e detergentes;
Drogas e outros produtos farmacêuticos.

   Pela alteração genética que os permite resistir a pragas e a pesticidas, favorece o produtor, já que pela resistência é possível obter aumentos na produção e ainda na durabilidade do alimento. Apesar dos benefícios que apresenta, os alimentos transgênicos podem trazer grandes consequências à saúde e ao meio ambiente, como reações alérgicas, alterações na seleção natural, já que as plantas “normais” são mais frágeis, aumento na utilização de pesticidas, já que a planta transgênica é resistente, interfere no tratamento de doenças, polui o solo e os lençóis de água e auxilia no processo de infertilidade do solo.


Quais são os benefícios?


A produção dos alimentos transgênicos em larga escala 

beneficia o consumo humano, pois é menos onerosa e isso 

a tornaria acessível a toda a população. 

A manipulação genética de plantas é relativamente simples 

e fácil, pois a partir de uma única célula se pode obter outra 

planta (Amabis). 

As propriedades dos genes bacterianos de resistência a 

pragas na lavoura seriam transportadas para as plantas 

transgênicas, com o mesmo efeito, e isso viria a baratear o 

custo dos alimentos. 

As variedades produzidas adquiriram a capacidade de fixar 

o nitrogênio diretamente do ar, como fazem as bactérias e 

algumas leguminosas, e para isso eles consideram que a 

produção agrícola fica limitada justamente pela 

disponibilidade de nitrogênio no solo. 

Uma planta com maior teor de nutrientes pode saciar a 

fome e trazer benefícios à saúde. 

Alguns alimentos tiveram comprovados certos benefícios, 

com alto teor de vitaminas. Por exemplo, em 1997, segundo 

a Cronologia dos Transgênicos publicada na Folha de São 

Paulo, uma instituição americana, a Sustainabele Maize and 

Wheat Systems for the Poor (Sistemas Sustentáveis de 

Milho e Trigo para Pobres), desenvolveu um milho híbrido 

mais rico em vitamina A, zinco e ferro. 

A produção de um alimento transgênico permite introduzir, 

nesse alimento, elementos que antes não existiam como o 

betacaroteno (da vitamina A), tornando-o mais rico e 

saudável.

Quais são os Malefícios?

Os transgênicos representam um aumento de riscos para a 

saúde dos consumidores e as multinacionais querem negar 

o direito dos consumidores à informação. 

Não há regulamentos técnicos para a segurança no uso 

dos produtos transgênicos, e estes tendem a provocar a 

perda da diversidade genética na agricultura. 

A erosão genética ameaça o futuro da agricultura e os 

transgênicos tornam a agricultura mais arriscada, podendo 

provocar a poluição genética e o surgimento de 

superpragas, além de matar insetos benéficos para a 

agricultura. 

Os transgênicos podem afetar a vida microbiana no solo e 
os impactos dos transgênicos na natureza 

são irreversíveis. Os transgênicos podem provocar queda 

na produção e/ou aumento de seus custos. 

Ninguém quer assumir a responsabilidade pelos riscos dos transgênicos. 
Umas poucas multinacionais podem monopolizar a produção de sementes para a agricultura, tornando 

agricultores brasileiros e o Brasil dependentes de seus 

interesses. 
As variedades transgênicas não são mais produtivas do que 

as convencionais ou muitas das tradicionais. 

Os transgênicos podem aumentar o desemprego e 

a exclusão social no Brasil e representam um risco para a 

segurança alimentar dos brasileiros. 

Não existem conhecimentos científicos sobre os impactos 

do uso de transgênicos no meio ambiente ou na 

saúde humana para a realidade brasileira.


Preços?

Entretanto, é necessário atentar para o fato de que, apesar dos aparentes benefícios (aumento da produção, maior resistência à pragas, resistência aos agrotóxicos, aumento do conteúdo nutricional, maior durabilidade e tempo de estocagem), o objetivo ainda é o lucro. Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo - a engenharia genética deu seus primeiros passos nos anos 70 -, fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas para o consumidor o preço é alto demais.

Os defensores dos alimentos transgênicos alegam que o cultivo poderia reduzir o problema da fome, visto que aumentaria a produtividade de variadas culturas. Porém, diversos estudos revelam que a questão da fome no mundo não é ligada à escassez ou à baixa produção, mas à injusta distribuição de alimentos em função da baixa renda das populações pobres. Os transgênicos, na verdade, exacerbam o problema: sua produtividade não é superior à dos alimentos convencionais e orgânicos e, como as sementes transgênicas têm propriedades extras, são mais caros em razão dos royalties a serem pagos, o que aumenta o custo de produção e prejudicando agricultores que cultivam plantações convencionais ou orgânicas.






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