terça-feira, 20 de maio de 2014

OS BENEFÍCIOS E RISCOS DOS TRANSGÊNICOS

Muito se debate a respeito dos prós e contras de alterações genéticas e animais ou vegetais, havendo vários discursos ao mesmo tempo: As grandes empresas e laboratórios pautam-se, por óbvio, na premissa de que as mudanças só nos apresentam benefícios, seja para o homem ou para meio ambiente.
A exemplo desta tese, sustenta-se o melhoramento genético e nutritivo de alimentos, permitindo um melhor aproveitamento pelo corpo humano; o encurtamento das fases produtivas, permitindo retorno financeiro maior e em menor espaço de tempo para os produtores; maior durabilidade dos alimentos apos serem colhidos, assegurando menos perdas e assegurando maior utilização de seus nutrientes, mesmo após dias ou semanas; proteção de sementes contra pragas e alterações climáticas radicais, assim como a prescindibilidade de defensivos agrícolas.
De outra monta, os críticos e estudiosos, de início questionam os benefícios trazidos pela tecnologia em questão, sustentando que não estão comprovados a ausência de riscos em desfavor dos seres humanos e do próprio meio ambiente, como, por exemplo, no caso de contaminação de cultura natural ou orgânica, suprimindo a existência desta.
Além disso, defendem os especialistas que a concentração de tecnologia em pouquíssimas empresas (laboratório), além de inviabilizar a redução de custos da produção como se almejava, impede também o acesso por pequenos produtores rurais, sem prejuízo da possibilidade de existência de monopólio ou cartel, que sempre atentam contra a boa economia.


A REALIDADE DO CUSTO DOS ALIMENTOS POS TRANSGENIA

A fome, não obstante a evolução tecnológica e industrial do mundo, continua sendo pauta das preocupações gerais das nações.
Como já registrado, um dos pilares justificadores da transgenia nos alimentos sempre foi, dentre outros, a questão da erradicação da fome no mundo. Entretanto, ao que se sabe o problema envolvendo a fome mundial não é em si um problema da produção, mas, principalmente, de distribuição de alimentos.
Nesse contexto, sabe-se que, assim como o rateio de renda, existe concentração (fartura) de alimentos em favor de determinados países (ou até mesmo em certas localidades dentro de um mesmo Estado internacional) em detrimento de escassez em desfavor de uma outra parte.
Fatores que possam justificar esse cenário ainda atual são inúmeros: desde questões políticas (ou de politicagem) que dolosamente enxergam no sofrimento alheio mecanismos de perpetuação no poder ou que seja capaz de projetar dividendos financeiros, assim como a própria política global (principalmente econômica) que acaba por sacrificar determinados países subdesenvolvidos, e, ainda, de forma geral, e não menos importante, o próprio desperdício de alimentos.


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